Medimos as 50 primeiras agências de sites do Google - e estrutura não move o ranking, move o dinheiro

Aplicamos nosso diagnóstico nas 50 agências que o Google mostra primeiro para "agências de desenvolvimento de sites". O retrato do mercado, dimensão por dimensão - e por que estrutura decide CPC, bounce e visibilidade em IA.

Inodus · Engineered Authority9 min de leitura

Pegamos as 50 agências que o Google mostra primeiroquando alguém procura “agências de desenvolvimento de sites” e aplicamos nelas o mesmo diagnóstico técnico que aplicamos em qualquer site: seis dimensões, da performance à segurança, medidas por ferramentas públicas. A pergunta era simples: quem vende sites cumpre, no próprio site, o básico técnico que vende?

A resposta é um retrato honesto do mercado - e ele falha justamente onde o cliente não olha. Mas o estudo não para no diagnóstico: os mesmos dados mostram por que essa estrutura importa - não para o ranking orgânico (onde ela quase não pesa), e sim para o que custa dinheiro: o CPC no Google Ads, o bounce, a conversão e a chance de ser citado por uma IA. Este é um estudo próprio, com a metodologia aberta no fim. Levantamento de julho de 2026; um retrato, não uma sentença.

Estudo Inodus · Julho/2026
  • Amostra:as 50 agências que o Google retorna primeiro para “agências de desenvolvimento de sites”
  • Sites analisados: 49 (1 não carregou)
  • Dimensões: 6 - performance, schema, tracking, SEO, segurança e IA
  • Ferramentas: PageSpeed/Lighthouse, CrUX, Security Headers, Schema Validator
  • Critério editorial: notas baixas anonimizadas; topo nomeado

Principais números

69,9
nota média do mercado (de 100; mediana 73) - e nenhuma das 49 satisfatória nas seis dimensões
Estudo Inodus, jul/2026
~69%
das agências com segurança em nível crítico - a pior dimensão
Estudo Inodus
61%
não estão prontas para ser citadas por uma IA
Estudo Inodus
  • Nota média 69,9/100 (mediana 73). E o dado que resume tudo: nenhuma das 49 agências foi satisfatória nas seis dimensões ao mesmo tempo.
  • Segurança é a pior dimensão: ~69% ficaram em nível crítico - conversa com o Web Almanac 2025, que aponta ~64% dos sites sem HSTS na web em geral.
  • 57% têm performance crítica - e, pela própria fórmula do Google, isso encarece a mídia paga: a experiência da landing page compõe o Índice de Qualidade, que entra no Ad Rank.
  • 45% têm SEO satisfatório e, ao mesmo tempo, segurança crítica. Bonito por fora, frágil por dentro.
  • Na nossa amostra, estrutura não explicou a posição no Google (R² de 0,4%) - mas explica onde o dinheiro vaza: CPC, bounce e conversão.
  • Só 20% declaram uma pessoa (Person) e 14% não têm nenhuma entidade estruturada. Boa parte do mercado é difícil de uma IA entender - e 61% não estão prontos para serem citados por IA.

As melhores do estudo

A excelência existe - só é rara. Destacamos as três melhores - mas, por um empate no topo, o grupo ficou com quatro: as agências que alcançaram a nota A+, o topo da escala. De propósito, sem posições e sem notas individuais - todas no mesmo nível de destaque:

A+
Agência Kaizen
A+
ciaweb
A+
ID7 Studio
A+
Studio Visual

(Grupo de destaque nota A+, em ordem alfabética.) São a prova de que dá para fazer certo. Quando a infraestrutura é levada a sério desde o começo, o resultado aparece - e é verificável, no ar, em cada um desses domínios.

O retrato geral: um mercado mediano

Distribuídas na escala de A+ a D, as 49 agências que carregaram ficaram assim: metade parou na faixa B ou abaixo. Do lado oposto ao pódio, a lanterna tirou 9/100 (a mantemos anônima; o objetivo é o padrão do mercado, não expor quem construiu um site ruim). E uma das 50 sequer carregou no momento da auditoria - falha de conexão/SSL, o pior resultado possível para quem vive de colocar sites no ar.

Distribuição das notas · 49 agências
Quantas agências ficaram em cada grade, de A+ a D.
A+topo da escala4
A18
B21
C5
Da lanterna: 9/1001

Um dado atravessa a amostra inteira: a completude não apareceu. Nenhuma das 49 foi satisfatória nas seis dimensões ao mesmo tempo - o mercado tem competências isoladas (uma é rápida, outra é bem estruturada), raramente a infraestrutura inteira de pé. É a diferença entre acertar uma matéria e ter o boletim completo.

A dimensão que o mercado ignora: segurança

Se há um veredito claro, é este: segurança é o ponto cego do mercado. Cerca de 69% das agências ficaram em nível crítico - cabeçalhos de segurança ausentes, sem política de conteúdo (CSP), sem HSTS. Medimos do jeito que qualquer pessoa reproduz: colando o domínio no Security Headers, a ferramenta de referência da Snyk.

Não é exclusividade dessas agências - o Web Almanac 2025 mostra a web inteira falhando nisso (cerca de 64% sem HSTS, quase 8 em cada 10 sem CSP). A diferença é que uma agência vende isso. Quando o site de quem constrói sites não tem o cabeçalho básico, o problema começa na origem. E segurança é invisível para o cliente - até o dia em que deixa de ser: o formulário que vaza, o certificado que expira, a porta que fica aberta.

Bonito por fora, frágil por dentro

O número mais revelador não é uma dimensão isolada - é o cruzamento de duas. 45% das agências têm SEO satisfatório e, ao mesmo tempo, segurança crítica.

Quase metade do mercado cuidou da vitrine - títulos, meta tags, dados estruturados - e deixou a fundação exposta. E faz sentido: SEO tem retorno visível (posição, tráfego); segurança só cobra quando algo dá errado. Então investe-se no que aparece. SEO foi, de longe, a dimensão mais forte (33 das 49 satisfatórias); segurança, a mais fraca (34 críticas). A fotografia do mercado num quadro só.

Onde o mercado mais falha · % das 49 agências
Fatia das agências em nível crítico (ou não pronta), por dimensão.
Segurançaem nível crítico69%
Prontidão para IAnão prontas61%
Performanceem nível crítico57%

Estrutura não move o ranking. Move o dinheiro.

Na nossa amostra, estrutura não explicou a posição no Google. Mas explicou onde o dinheiro vaza. Você poderia supor que as agências no topo da busca são as tecnicamente melhores - e os dados não sustentam isso: posição e nota técnica quase não se relacionam (R² de 0,4%). As 10 primeiras do Google tiraram média 73,5; as 10 últimas, 70,8 - diferença desprezível. O Google ranqueia por conteúdo, relevância e autoridade, não por infraestrutura.

Posição no Google × nota técnica
Média das 10 primeiras vs. das 10 últimas da busca. Correlação desprezível (R² 0,4%).
73,5
Top 10 do Google
70,8
Últimas 10

Mas cuidado com a conclusão preguiçosa: “então estrutura não importa”. Importa - só não é no ranking orgânico que ela cobra o preço. É no dinheiro:

  • No Google Ads, estrutura vira CPC. O Ad Rank não olha só o seu lance: olha a qualidade, e a experiência da landing page (que inclui velocidade e mobile) compõe o Índice de Qualidade. Landing lenta = experiência pior = Quality Score menor = clique mais caro pela mesma posição. As 57% com performance crítica estão, na prática, pagando um imposto de velocidade em cada campanha.
  • Na conversão, estrutura vira receita perdida. Sites que carregam em 1 segundo convertem 2,5x mais que os de 5 segundos (Portent, 2022); e 0,1s a menos elevou conversões de varejo em 8,4% (Deloitte/Google, 2020). Com mediana de LCP de 3,5s e só 1 em 4 sitesatingindo o “Bom” (≤2,5s), a maior parte do mercado desperdiça, no carregamento, o tráfego que já pagou para atrair.
  • Na credibilidade, estrutura vira confiança. Segurança e estabilidade são o que separam um site que inspira compra de um que assusta - e isso não aparece no ranking, aparece no bolso.

Ou seja: dá para estar em primeiro no Google e, ainda assim, pagar mais caro por clique, perder a conversão no carregamento e assustar quem chegou. Ranquear e ter um site sólido são conquistas diferentes. A estrutura amplifica o retorno de tudo o que vem depois do clique.

Quem a IA não entende, a IA tende a ignorar

A busca está migrando para respostas geradas por IA, e aí entra a dimensão que o mercado ainda nem começou a tratar: ser uma entidade clara e legível por máquina. Os dados são reveladores.

Declaram uma pessoa (schema Person)
O que significaA IA raramente sabe quem responde pela marca
Na amostra20%
Sem nenhuma entidade estruturada
O que significaInvisíveis para o Knowledge Graph (nem Organization, nem WebSite)
Na amostra14%
Não prontas para IA
O que significaTendem a ser ignoradas ou confundidas nas respostas
Na amostra61%
Tracking completo
O que significaO resto decide mídia e conversão no escuro
Na amostrasó 2/49

Só 20% das agências declaram uma pessoa (schema Person) e 14% não têm nenhuma entidade estruturada. Sem isso, a IA “não tem certeza” de quem é a empresa, e tende a ignorá-la ou confundi-la. Não por acaso, 61% não estão prontas para IA na nossa medição. Uma agência que não resolve a própria identidade digital dificilmente resolverá a do cliente.

E tem a medição, o pré-requisito de qualquer decisão: apenas 2 das 49 têm tracking completo. O resto opera com dados pela metade - decidindo mídia e conversão no escuro. Estrutura, aqui, não é enfeite: é a diferença entre saber e achar.

Como medimos

Transparência é parte do método. Aqui está exatamente o que fizemos, com as ressalvas honestas.

A amostra.As 50 primeiras agências retornadas pelo Google para “agências de desenvolvimento de sites”, em julho de 2026. Uma não carregou; as análises são sobre as 49 restantes.

As seis dimensões. Cada site recebeu um selo por dimensão - satisfatório, atenção ou crítico - em performance, dados estruturados (schema), tracking, SEO, segurança e prontidão para IA, compondo a nota de 0 a 100 e a grade de A+ a D.

Velocidade (a ressalva mais importante). Medimos apenas mobile, de propósito: o Google é mobile-first e os Core Web Vitals que contam são os de campo mobile. Priorizamos os dados reais de campo (CrUX) quando existiam; quando não, rodamos o Lighthouse via PageSpeed 5 vezes e ficamos com o menor LCP. Isso é deliberadamente generoso - o laboratório é mais pessimista que o campo, então demos a cada site o seu melhor resultado. O retrato aqui é o melhor caso, e mesmo assim só 1 em 4 atinge o “Bom”.

Segurança, schema e entidade. Lidos direto do HTML e dos cabeçalhos HTTP, como fazem o Security Headers e o Schema.org Validator - varredura de JSON-LD, microdata e RDFa, incluindo grafos @graph e entidades aninhadas.

Nada aqui é opinião: cada número está no ar, no domínio de cada agência, e pode ser reproduzido com as mesmas ferramentas públicas.

Conclusão

O mercado que vende sites é, na média, mediano - e falha justamente no que o cliente não avalia sozinho: segurança, velocidade real, entidade, medição. Nenhuma das 49 foi completa nas seis dimensões. Metade cuida da vitrine e deixa a fundação exposta.

E o ponto que fecha o estudo: estar no topo do Google não garante nada disso - mas a estrutura que o ranking ignora é a mesma que pesa no seu CPC, no seu bounce, na sua conversão e na sua visibilidade nas IAs. Ela não te coloca em primeiro; ela faz o primeiro lugar valer a pena. É esse o gap que a Inodus existe para virar exceção em regra: infraestrutura tratada como engenharia, medida e verificável, não como acabamento.

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Perguntas frequentes

Quais agências foram avaliadas?+

As 50 primeiras retornadas pelo Google para "agências de desenvolvimento de sites", em julho de 2026 - recorte público e datado. As quatro melhores, todas com nota A+, foram Agência Kaizen, ciaweb, ID7 Studio e Studio Visual (em ordem alfabética).

Qual foi a nota média do mercado?+

69,9 de 100 (mediana 73). E nenhuma das 49 foi satisfatória nas seis dimensões ao mesmo tempo - o mercado tem competências isoladas, não infraestrutura completa.

Qual a dimensão mais crítica?+

Segurança, de longe: ~69% em nível crítico. A mais forte foi SEO (33 de 49 satisfatórias) - o mercado cuida do que aparece.

Se estrutura não melhora o ranking, para que serve?+

Ela não move a posição orgânica (R² 0,4% na amostra), mas move o dinheiro: performance entra na experiência da landing page, que compõe o Índice de Qualidade e, portanto, o custo por clique no Google Ads; velocidade afeta bounce e conversão; e entidade/estrutura afetam a chance de ser citado por IA.

Como vocês mediram a velocidade?+

Só mobile (o que conta para os Core Web Vitals), com dados de campo do CrUX quando disponíveis e, na falta deles, o menor de 5 testes do Lighthouse - medição propositalmente generosa. Mesmo assim, só 1 em 4 atinge o LCP "Bom".

Como interpretamos as fontes deste artigo

Este é um estudo proprietário da Inodus: os números vêm da nossa própria auditoria, com ferramentas públicas e reproduzíveis. Dados externos oficiais e de pesquisa (Google, Web Almanac, Deloitte, Portent) entram como referência de contexto e de mecanismo - para explicar por que os padrões encontrados importam - não como prova das notas individuais. Benchmarks são sinal de direção, não regra universal; e este recorte é datado.

Metodologia e fontes

Estudo próprio Inodus (levantamento de julho de 2026, 50 agências do Google para “agências de desenvolvimento de sites”)proprietário. Ferramentas de medição: Lighthouse/PageSpeed e Google - Core Web Vitalsoficial; Security Headers (Snyk) e Schema.org Validatoroficial. Mecanismo comercial: Google Ads - Índice de Qualidadeoficial; Deloitte/Google, “Milliseconds Make Millions”estudo de caso e Portent, 2022proprietário. Contexto de mercado: HTTP Archive - Web Almanac 2025pesquisa/análise. Ressalva de método: LCP de laboratório é otimista por desenho (menor de 5 medições) e comparado a CrUX de campo apenas como aproximação. Este artigo é informativo.

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